Balde Cheio 


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Transferência de Tecnologias ao Produtor
PROJETO BALDE CHEIO


Uma das reclamações do setor leiteiro é o fato de os produtores rurais não aplicarem as técnicas e os avanços estudados e alcançados nos institutos de ensino e de pesquisa, que dificulta a evolução da atividade leiteira. Assim, o objetivo do Projeto Balde Cheio é promover o desenvolvimento da pecuária leiteira, mediante o processo de transferência de muitas dessas tecnologias já disponíveis, para extensionistas de entidades públicas ou privadas, bem como para produtores de leite. Nesse processo, aplica-se uma metodologia em que propriedades leiteiras de cunho familiar são utilizadas como “sala de aula prática”. Essas propriedades familiares servem de exemplo para demonstrar a sua viabilidade técnica e econômica. Atualmente, o Projeto Balde Cheio está implantado em 348 municípios brasileiros, distribuídos em nove Estados. O presente trabalho tem por objetivo relatar e descrever as experiências do Projeto Balde Cheio, coordenado pela Embrapa Pecuária Sudeste, bem como os resultados alcançados. A metodologia utilizada é a de estudos de caso, que envolve a obtenção de dados descritivos por meio da observação direta e entrevista com os participantes da ação.

Objetivo geral

O principal objetivo do Projeto Balde Cheio é promover o desenvolvimento da pecuária leiteira, utilizando como principal ferramenta a transferência de tecnologia para técnicos dos serviços de extensão rural locais, de entidades públicas e privadas, que servirão como multiplicadores desse conhecimento.

Objetivos específicos:

  • Capacitação dos técnicos dos serviços de extensão rural locais, de entidades públicas e privadas;
  • Capacitação de produtores de leite;
  • Difusão do conhecimento junto aos produtores de leite;
  • Proporcionar maior interação entre produtores e técnicos, bem como entre as instituições envolvidas;
  • Contribuir para tornar disponíveis pesquisas orientadas à atividade leiteira, buscando a otimização dos sistemas de produção.

Metodologia

Inicialmente é realizada uma reunião com técnicos extensionistas e produtores de leite interessados em melhorar a eficiência de suas atividades. A seguir é agendada uma visita a uma ou mais Unidades Demonstrativas do projeto, de acordo com a característica desejada. Em geral, após essa visita, o interesse de ambos aumenta, havendo a solicitação para que o município ao qual pertençam, seja incluído no Projeto Balde Cheio.

Uma propriedade por município deverá ser selecionada pelo(s) técnico(s) extensionista(s), passando esta a ser chamada de Unidade Demonstrativa ou "sala de aula prática". O perfil desta propriedade deverá ser o de uma propriedade de pequeno porte, que tenha na atividade leiteira sua principal fonte de renda e não ter outra fonte de renda além da atividade rural, para que sirva como exemplo a outros produtores e que seja de cunho familiar, para que não haja interferência no aprendizado de todos. Caso o proprietário não more na propriedade e esta fique aos cuidados de uma terceira pessoa, poderá haver ruídos na comunicação entre as partes envolvidas (pesquisadortécnico extensionista-proprietário-administrador), dificultando a transferência de tecnologia.

O proprietário deverá responder um questionário que identificará além de seu sistema de produção, aspectos relacionados à situação sócioeconômico e educacional da família, e questões referentes ao ambiente. As visitas do Especialista Técnico ocorrerá a cada quatro meses durante quatro anos, totalizando doze visitas de acompanhamento. Nessas visitas, além do Especialista Técnico, deverá estar presente o(s) técnico(s) extensionista(s) responsáveis por aquela Unidade Demonstrativa e o proprietário da propriedade. A presença de mais pessoas, outros técnicos e produtores de leite da região, não é obrigatória, mas é desejada. O(s) técnico(s) extensionista(s) do município, responsável(is) pelas UD, deverão visitá-la ao menos uma vez por mês, lembrando-se que quanto maior a freqüência de visitas deste(s) à propriedade, mais rápido ocorrerá o desenvolvimento profissional do(s) mesmo(s).

Os produtores de leite que aceitarem ser uma Unidade Demonstrativa terão o direito de serem assistidos pelo(s) técnico(s) extensionista(s) desde que cumpram com suas obrigações, quais sejam:

·         (a) realizar de imediato, exames para detecção de brucelose e tuberculose, descartando animais positivos;

 

·         (b) permitir que sua propriedade seja visitada por outros produtores e outros técnicos;

 

·         (c) fazer sempre o que for combinado entre as partes especialista/técnico/produtor);

 

·         (d) passar a anotar controles básicos como quantidade e dias com chuva, temperaturas máxima e mínima, despesas efetuadas com a atividade leiteira e receitas auferidas com a mesma, parições, cobrições e controles leiteiros (pesagem ou medição uma vez ao mês do leite produzido por cada uma das vacas em lactação).

PARCERIAS

O Projeto será executado nos municípios de abrangência do Sicoob Credipeu: Pompéu, Martinho Campos, Abaeté, Papagaios, Curvelo, Felixlândia e Pitangui, e estará disponivel para todos os cooperados que enquadrarem no mesmo, em parceria com a FAEMG, Senar Minas, Sicoob Credipeu, onde contará com o apoio de 01 (um) Engenheiro Agrônomo.
 

fonte: EMBRAPA E BALDE CHEIO

 


 

 

 

 

 

 
   
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